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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Matrícula na escola

Hoje fomos na mairie (prefeitura) de Maisons-Alfort, onde estamos efetivamente morando (fica na grande Paris), para fazer a matrícula da Liv na École Maternelle. Na França, todas as crianças no ano em que completam 03 anos (em 2015, todas as crianças que nasceram em 2012) tem direito à escola pública, mesmo as estrangeiras. Os procedimentos foram simples. Basicamente é necessário levar o que eles chamam de "livret de famille", que, no meu caso, foi a certidão de nascimento dela com tradução juramentada; um atestado de saúde comprovando que ela foi vacinada para DT Polio (tradução juramentada) e comprovantes de residência. Este último documento pareceu ser o que eles mais encrencavam, visto que apenas as pessoas residentes mesmo naquela cidade podem usufruir do sistema educacional (para evitar que pessoas de outras cidades ou bairros tirem as vagas dos residentes). Como estou dividindo apartamento com a minha prima, precisei levar cópia do aluguel dela, da conta de luz e, também, comprovantes da minha parte que estava morando lá (levei um comprovante de conta bancária, que também abri hoje, e é possível levar alguma correspondência que tenha recebido em seu nome).

Lá, no mesmo espaço, preciso comprovar que não estarei à toa (hahahaha - leia-se: estudando ou trabalhando) para que ela também usufrua da cantina da escola. Os pais que estão à toa precisam buscar as crianças para almoçar e depois deixar na escola de novo no período da tarde. A conta da cantina chega a cada 2 meses na sua residência e você pode pagar como preferir. Ela pagará 2,51 euros cada dia (o que deve dar em torno de 40 euros por mês). Na quarta-feira a tarde eles não tem aula. Por isso, os pais que possuem compromisso (trabalho, estudo ou sei lá mais o quê) podem deixar a criança no "centre de loisirs", na própria escola (uma espécie de colônia...eles passeiam, nadam, brincam), pagando uma taxa de 13,81 euros cada vez que a criança precisar ficar no período da tarde. Toda quarta-feira é preciso avisar se a criança vai ficar.

As aulas começam as 9h da manhã. Se você precisar deixar a criança entre 8-9h ela pode ser recebida gratuitamente. Caso precise deixá-la antes disso, precisa cadastrar no "pré-accueil", de 7h30 às 8h e paga uma taxa de 0,86 euros cada vez que ela ficar. A aula termina às 16h. Se você não pode buscar essa hora, pode cadastrar no "post-accueil" também pagando a mesma taxa cada vez que ela ficar. O cadastro é feito na própria escola e como ainda não sei meus horários, não sei também se vou precisar desse serviço. 

Quando as aulas começarem conto melhor a experiência, por enquanto, tenho que esperar. Eles estão em férias e retornam apenas alguns dias antes do início das aulas. E, como tudo por aqui se resume a um lindo parquinho, segue a petite no parquinho que tinha dentro da mairie, onde ela fez uma "amiguinha que fala francês" =)



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Porque eu NÃO curto Montessori - parte III

Pois bem, eu tinha prometido terminar antes, mas a semana tem sido bem agitada por aqui, iniciei um processo de desfralde e estamos pensando só em penico o dia todo, rs ;) Conversa para um outro post (ou uma série deles, ehehehe). Penico, cocô e xixi à parte, meu viés para não aceitar a teoria montessoriana, como indiquei no primeiro post, é a abordagem sócio-histórica que, em Psicologia, tem Vigotski como principal representante (cabe destacar que o autor é marxista e segue todos os pressupostos do materialismo histórico-dialético). O principal elemento que Vigotski traz é a noção de nossa constituição é completamente social e histórica...para ele, natural é aquilo que é típico da espécie; no caso de processos psicológicos, existem aqueles que são básicos e, portanto, naturais, como: atenção básica (todo bebê 'prestará' atenção a um objeto que passe diante de seus olhos), memória básica, resolução de problemas práticos (por exemplo, puxar um fio para puxar uma chupeta), algumas reações emocionais primárias, entre outros. Outros processos (que ele chamou de "processos psicológicos superiores"), entretanto, são tipicamente humanos, desenvolvem-se apenas na nossa espécie e se constituem histórica e socialmente, como: capacidade de planejamento, resolução de problemas complexos, processamento superior de memória, pensamento verbalizado, sentimentos, hipotetização, enfim, tudo aquilo que nos diferencia dos animais. Marx, sobre isso, diz que o que distingue o pior arquiteto da melhor abelha é que o arquiteto pode criar uma obra na sua mente antes de materializá-la , ao passo que a abelha não. Como estou com penicos rondando a minha mente, poderíamos dizer que fazer xixi e cocô é natural; mas, onde fazer é social...

Então, vejam...as habilidades que Montessori advoga como naturais são, na verdade, sociais, e MUITO sociais. E, por serem sociais, precisam de intervenção para aparecer, seja de que tipo for. A partir do momento que você deixa algo surgir 'espontaneamente' você está, na verdade, deixando a cargo de 'alguém' a intervenção. Aí que está o nó, esse 'alguém', obviamente, vai ser quem detém o poder, quem detém os meios de divulgação do conhecimento, e nada disso é natural. Pensemos em um exemplo simples: digamos que você ensine em uma escola de periferia, advoque pela necessidade de se usar o cotidiano do aluno, e aquele monte de coisa que alguns teóricos educacionais defendem. Se você vai ensinar Música, e começa a utilizar as coisas que o aluno escuta, inevitavelmente ficará diante de uma turma em que 99,9% dos alunos escutam as músicas que estão na mídia. Ok, você pode estudar ritmos, tonalidades, um monte de outros temas...mas você está tirando dos seus alunos a possibilidade de saber ALÉM disso, de intervir efetivamente e apresentar outras possibilidades. Se legarmos à espontaneidade a tarefa de desenvolver determinadas habilidades, estamos, na verdade, dando a um outro o poder de intervir. Quem é que ganha com a espontaneidade e a suposta naturalidade de alguns processos/habilidades? Sem dúvida não é aquele seu aluno de periferia que estará condenado ao seu meio, ao seu cotidiano, sem que se dê a possibilidade de superá-lo...

Juntamente com estes elementos surgem argumentos de meritocracia, da individualidade, do sujeito como única fonte, única possibilidade de crescimento. Ora, se tais habilidades surgem naturalmente ao darmos um ambiente propício, se elas espontaneamente aparecem, se o sujeito tem autonomia para buscar seu próprio crescimento/desenvolvimento, então, qualquer falha é culpa do indivíduo. E aí você em uma conversa informal escuta alguém dizer que aquele Fulaninho, pedindo dinheiro no semáforo, só está ali porque não se esforçou o suficiente, que ele poderia trabalhar honestamente, estudar e vencer na vida. Aí citam exemplos daquele cara, tipo o Sílvio Santos, que era camelô e hoje é bilionário, dono de uma emissora de TV...e eu pergunto: quantos camelôs têm realmente a possibilidade de se tornar um bilionário? É muito inocente acreditarmos que somente o esforço individual é responsável pelo desenvolvimento do indivíduo...exclui-se, esquece-se que nós somos constituídos social e historicamente, nossa natureza é social!

Pois bem, só isso para mim já é suficiente para achar a teoria epistemologicamente inadequada. Isso não quer dizer que eu ache ruins algumas estratégias tipicamente montessorianas (lembram que estratégia é diferente de concepção epistemológica?). Logo, parece razoável aceitar que os ambientes para bebês sejam adaptados ao seu tamanho, por exemplo, de modo que eles tenham autonomia para explorar o espaço...isso é uma estratégia, muito válida, por sinal, mas não me faz montessoriana, não me faz aceitar os pressupostos teóricos da autora. Percebem a diferença? O fato de eu dar aula expositiva também não me faz uma professora tradicional. O fato de eu utilizar reforços em alguns momentos não me faz uma behaviorista. Por isso eu curto os cantinhos de leitura que a galera faz, os quartinhos adaptados, mas eu NÃO aceito que isso é suficiente, eu intervenho ativamente, eu busco humanizar a minha filha, ofereço a ela ferramentas, instrumentos que eu já domino - por ser um membro mais habilidoso no uso deles (leia-se: já sou humana, no sentido de possuir processos psicológicos tipicamente humanos), entendo que as aprendizagens oferecidas proporcionarão desenvolvimento, não o contrário! E é por isso que eu não curto Montessori... ;)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Porque eu NÃO curto Montessori - parte II

Pois bem, continuemos... Maria Montessori, educadora italiana, está encaixada na posição inatista-maturacionista que falei no post anterior. Todas as observações que fiz no post são aplicáveis aqui, mas vou repetir algumas delas para afirmar os pontos defendidos pela autora. Basicamente a sua abordagem pode ser sintetizada em três grandes pilares: autonomia, independência e liberdade.

Com relação à autonomia, Montessori destaca a importância de se respeitar o que é próprio da criança, o que é natural e inato. A criança nasce com a vontade de aprender, além de outras características (como amor pelo silêncio, pela ordem), as quais desabrocham entre 0 e 6 anos (ao passo que ocorre a maturação) desde que haja um ambiente adequado para tal. O ambiente adequado, neste caso, é aquele construído especificamente para a criança, atendendo às necessidades biológicas e psicológicas (mobília de tamanho adequado e materiais de desenvolvimento para a livre utilização, por exemplo). Deste modo, o respeito à individualidade, ao que é próprio da criança, torna-se elemento-chave na teoria. É importante lembrar que Montessori elaborou materiais pedagógicos, com base em suas pesquisas e observações, que desenvolveriam nas crianças determinadas habilidades a partir da livre manipulação (o material dourado, por exemplo, permite a aprendizagem das operações de soma, subtração, multiplicação e divisão). Logo, o tal ambiente adequado deve conter tais materiais, os quais seriam cientificamente apropriados para o desenvolvimento das características/habilidades (ahn, isso não soa como uma intervenção e direcionamento de um desenvolvimento que seria natural?).

A independência deve ser vista em duas direções: em algo que deve ser incentivado e que também é, ao mesmo tempo, próprio da criança. O respeito à individualidade, à autonomia, proporcionado por um ambiente adequado ao surgimento de características inatas, vai estimular na criança a independência para se desenvolver por seus próprios esforços, no seu ritmo e seguindo seus interesses. A liberdade, por sua vez, seria permitir à criança livre iniciativa, que ela possa se movimentar livremente, manipular o ambiente ao seu redor de forma apropriada. A junção desses três pilares permitiria dar espaço ao surgimento espontâneo de habilidades/características nas crianças. Espontaneamente as características que são naturais, inatas, surgem. Espontaneamente. Conceito importante...

Bom, apesar dos montessorianos de vera acreditarem na importância de um espaço apropriado, com os materiais desenvolvidos por Montessori, a apropriação teórica destes preceitos foi muito além destes limites. Obviamente que os próprios montessorianos criticam essas implicações, pois enfatizam que o método perde a sua cientificidade à medida que é aplicado de forma "errada". Apesar disso, vemos hoje uma popularização desses três pilares, a "filosofia montessoriana" adentrando os espaços de maternagem e se materializando em quartos, cantos de leitura, adaptação dos espaços da casa, em nome do estímulo à autonomia, independência e liberdade. Respeito à criança, ao seu desenvolvimento, ao que é naturalmente dela. Cada criança é de um jeito, cada uma tem uma personalidade, cada uma é um indivíduo, cada uma deve ser respeitada em sua individualidade e nós, adultos, devemos apenas guiar um processo que é espontâneo e natural.

Sim, eu propositalmente repeti um monte de termos. E provavelmente você aí que está lendo deve estar pensando: "mas, Geovana, isso tudo faz tanto sentido! Como é que você pode não concordar!?"...e um outro lado seu está dizendo "deve ser porque ela gosta de ser do contra" (hehehe, e talvez não estivesse 100% errado :P). Eu separei alguns pontos para discutir, mas vou dar espaço para quem acompanha pensar um pouco, gerar um pouco de conflito cognitivo, e amanhã eu continuo... mua-ha-ha.

(Vou terminar amanhã mesmo, porque estou me coçando para escrever sobre Remoção Gentil, Desmame Noturno e Introdução Alimentar, se o doutorado assim permitir)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Porque eu NÃO curto Montessori - parte I

Promessas são dívidas. Há algum tempo prometi a algumas amigas escrever sobre o porquê de eu não ser super fã de Maria Montessori, uma pensadora/educadora cujos pressupostos estão moda nos dias de hoje. Quarto montessoriano, cantinho montessoriano, escolas montessorianas, todo mundo tem tentado, de alguma forma, seguir os preceitos da autora e, de alguma forma, isso tem se tornado quase uma ligação obrigatória entre as pessoas que praticam criação com apego. Ou é Montessori, ou Waldorf, não sei qual é o pior (hahaha :P), mas fato é que a filosofia da falsa liberdade e democracia presente na teoria tem retornado com tudo, mesmo ela tendo sido um grande fracasso na História da Educação...e junto com ela retornam os conceitos de escola livre, ganham força as pessoas que buscam a escolarização domiciliar, o pêndulo atinge outro extremo educacional.

Ok, esse monte de coisa que estou falando exigem alguns conhecimentos prévios e confesso que passei um bom tempo pensando em como falar sobre este tema, em quais aspectos focar. Achei que seria interessante falar em três pontos principais: 1) As abordagens ao desenvolvimento e à aprendizagem que existem; 2) os pressupostos montessorianos; 3) o viés de onde falo, a abordagem sócio-histórica. Ainda não sei se vou abordar cada ponto desses de forma isolada, talvez seja impossível, mas vamos ver como a coisa anda... :)
Pois bem, em Psicologia da Educação costuma-se defender que existem três abordagens ao desenvolvimento e à aprendizagem (e suas relações). Cada uma delas traz um conceito geral de aprendizagem, de desenvolvimento e como eles se relacionam; elas nascem de concepções filosóficas anteriores à Psicologia e dão origem/embasamento a diferentes teorias psicológicas e educacionais. Seber (1995) denomina as três posições como: inatista-maturacionista, empirista-associacionista e construtivista (eu, particularmente, prefiro utilizar o termo interacionista, uma vez que o construtivismo faz menção apenas à teoria de Piaget, seus colaboradores e sucessores).  
A posição inatista-maturacionista, como o próprio nome traz, dá uma forte ênfase ao processo de maturação (crescimento e desenvolvimento físico/biológico) e ao que já nasce com o sujeito (que é inato). Deste modo, os defensores desta posição entendem que a criança já nasce com o necessário para o seu desenvolvimento, sendo importante apenas um ambiente propício para que ela "desabroche" e ausência de conflitos. Aprendizagem e desenvolvimento são processos que se confundem, pois eles seriam, de certa forma, naturais, andando de mãos dadas com a maturação. A criança cresce e, havendo um ambiente propício, se desenvolve e aprende. Costuma-se utilizar a metáfora da planta como analogia: uma semente contém todo o necessário para virar uma planta, certo? Entretanto, ela só vira uma planta se for colocada em condições propícias (solo, iluminação, irrigação...). A criança seria essa sementinha, o adulto/professor seria um espectador, alguém que não intervém, apenas propicia um ambiente adequado, resolve possíveis conflitos, mas deixa a criança livre para se desenvolver, crescer. Essa posição está conectada a alguns termos/teorias educacionais: escola livre, escola centrada no aluno, escola nova, escolanovismo...
A posição empirista-associacionista, cuja definição também se encontra no nome, acredita que o indivíduo nasce como uma "tábula rasa" e que os conhecimentos serão impressos ao longo da exposição do sujeito ao meio externo. Aqui o sujeito é reflexo absoluto dos estímulos que recebe e é visto como um ser passivo, que apenas responde a esses estímulos. O desenvolvimento é entendido como uma soma de aprendizagens e a aprendizagem, por sua vez, é entendida como a troca de resposta por uma mais elaborada. Os defensores desta posição entendem que todo o comportamento é aprendido e que o foco deve estar naquilo que a gente pode observar/controlar. Sentimentos, estados internos, subjetivos, são importantes, mas como não podem ser controlados a gente deve observar a situação em que eles surgem, os reforços que eles recebem e a partir daí modificar o meio externo, alterando a nossa resposta em relação ao meio e, eventualmente, o estado interno associado ao comportamento. Aqui funciona, basicamente, o famoso S-O-R (estímulo-organismo-resposta): o sujeito é confrontado com um estímulo, ele responde ao estímulo, e a resposta é fortalecida por um reforço positivo - se a resposta é inadequada ela não é reforçada OU reforçam-se respostas aproximadas à desejada, até que o comportamento seja modelado. Utiliza-se aqui a metáfora da máquina como analogia, uma vez que os dados seriam inseridos, recombinados e, por fim, haveria um output. Dados "errados" geram respostas erradas. Mas, para aproximar da criação, um bom exemplo é a Super Nanny...aqueles quadros de recompensa que ela aplica nada mais são que reforços aos comportamentos desejados (como 'não chorar sem motivo', por exemplo). Essa posição está conectada a alguns termos/teorias educacionais: pedagogia tecnicista, escola técnica, tecnicismo, behaviorismo...
Por fim, existe a posição interacionista, que acredita que os processos de desenvolvimento e aprendizagem são interligados, interdependentes, mas não são os mesmos. O desenvolvimento é muito mais do que aprendizagem, apesar dele ser motivado por ela. Aqui o indivíduo é entendido como um ser constrói ativamente a sua aprendizagem e desenvolvimento, em interação com o meio em que vive, com os objetos de conhecimento e com as pessoas. Não seríamos vítimas da nossa maturação, tampouco reflexos absolutos do meio externo, mas constituídos mutuamente por nossa natureza, meio social e história. Muitos autores colocam as abordagens de Piaget e de Vigotski nessa posição, entendendo que o primeiro dá mais ênfase ao desenvolvimento, ao passo que o segundo daria mais ênfase à aprendizagem. Isso é um debate que fica para outro momento, mas eu não encaixo os dois autores em um mesmo saco (ao menos não mais :P). De qualquer forma, o importante aqui é entender a interação como parte constituinte do sujeito. Termos que podemos encontrar ligados à essa posição (alguns deles são discutíveis ;P): construtivismo, sócio-interacionismo, sócio-histórico...
Cabe ressaltar que cada posição dessas enfatiza uma CONCEPÇÃO psicológica de sujeito e isso é diferente de estratégia! Por exemplo, você não pode, a priori, dizer que a estratégia de dar recompensa faz de uma pessoa um 'empirista-associacionista'. Você pode desconfiar, por ser uma estratégia característica daquela posição, mas o que vai dizer qual concepção de um professor/educador é o porquê dele utilizar aquela estratégia, pois as situações de aprendizagem são planejadas em função de uma concepção de aprendizagem, né? Você só ensina algo do jeito que você acha que a pessoa vai aprender, afinal, para que ensinar se não for para aprender? ;) Trocando em miúdos: se eu acho que alguém aprende por repetição/memorização, vou passar um monte de exercícios similares; agora, passar um monte de exercícios é uma estratégia, que pode ser utilizada por outras abordagens, e a 'aprendizagem como processo de associação/repetição' seria a concepção de aprendizagem. Isso vai ser bem importante quando eu for pontuar os elementos da teoria montessoriana na parte II...e, vai ficar para amanhã, porque cansei por hoje :D